https://revista.fumec.br/index.php/mediacao/issue/feedRevista Mediação2025-08-26T14:16:54+00:00revistamediacao@fumec.brOpen Journal Systems<p><span data-olk-copy-source="MessageBody">A Revista Mediação tem dupla vinculação na Universidade FUMEC: cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCH) e Programa de Mestrado e Doutorado em Tecnologia da Informação e Comunicação e Gestão do Conhecimento da Faculdade de Ciências Empresariais (FACE). Periódico eletrônico semestral, a revista é voltada para a divulgação de trabalhos acadêmicos prioritariamente das seguintes áreas: comunicação, linguagem e semiótica, teorias e epistemologia da comunicação, estudos interdisciplinares da comunicação, comunicação e sociabilidade, comunicação, política, ética e cidadania, comunicação especializada e organizacional, jornalismo comparado, comunicação audiovisual, comunicação e multimídia, comunicação e cibercultura, comunicação e marketing, jornalismo esportivo, fotografia, cinema, videoarte, música, arte digital, web-art, inteligência artificial, publicidade. Os temas são livres, mas podemos convidar os autores à participação em dossiês temáticos, a serem divulgados amplamente.</span></p>https://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10146Liderança e percepção feminina2025-06-07T11:50:43+00:00Nayara Quadros Pereiranayaraquadros.p@gmail.comLeandro Hupaloleandrohupalo.lh@gmail.com<p>O presente estudo teve como objetivo compreender a percepção da liderança entre colaboradoras de uma empresa de prestação de serviços terceirizados em Caçador/SC. A pesquisa caracteriza-se como predominantemente quantitativa na abordagem, aplicada quanto à natureza, descritiva quanto aos objetivos e estudo de caso quanto aos procedimentos. Participaram 7 líderes e 89 lideradas, todas do gênero feminino. Os resultados indicam que as líderes exercem uma liderança orientada para tarefas, focada no controle e repasse de orientações. Essa percepção é compartilhada pelas lideradas, que apontam que as líderes não compartilham decisões, não promovem a prática do feedback e não valorizam opiniões e sugestões de melhoria nos processos. Apesar de um ponto de convergência na auto percepção das líderes e na percepção das lideradas sobre a orientação para tarefas, há divergências significativas. As líderes acreditam exercer uma influência positiva no processo de trabalho, enquanto as lideradas sentem que não são ouvidas e que falta feedback. Em resumo, as líderes são vistas como focadas em tarefas, mas há um desalinhamento quanto à influência e valorização da comunicação e feedback, destacando a necessidade de aprimoramento nas práticas de liderança para melhor engajamento das lideradas.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10394Uma dieta da informação2025-02-15T13:27:13+00:00Valquiria Kneippvalquiriakneipp@yahoo.com.br<p>Este artigo teve como objetivo identificar as práticas comunicacionais relacionadas à leitura crítica da mídia informativa, no contexto dos estudantes do ensino médio. Partiu-se da problemática sobre como os jovens se informam e combatem a desinformação. A hipótese inicial foi que a popularização da desinformação vai além da mídia (tradicional) porque, no contexto midiático, as redes sociais digitais e outras formas de comunicação digital são consideradas mídia<strong><em>.</em></strong> A fundamentação buscou conceitos como midiatização de Hjarvard (2012), além de Johnson (2012) e Ferrari (2018) sobre desinformação. O estudo se justifica por se focar em um elo vulnerável à desinformação na sociedade contemporânea – o jovem. Com o estudo foi possível identificar a ausência de uma prática efetiva e rigorosa dos estudantes para um combate à desinformação, mas uma consciência em relação aos malefícios causados.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10526Rivalidade Brasil-Argentina2025-05-09T04:47:50+00:00Fausto Amaro Ribeiro Picoreli Montanhafaustoarp@hotmail.comFilipe Fernandes Ribeiro Mostarofilipemostaro@hotmail.com<p>Entrevista concedida por Ronaldo George Helal, professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e Pablo Alabarces, professor titular da Universidade de Buenos Aires (UBA), a AUTORES, ambos professores adjuntos da UERJ, e Mattheus Reis, jornalista formado pela UERJ. A entrevista integra as atividades do projeto de extensão “Podcast Passes e Impasses”, desenvolvido no Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte (LEME). Na entrevista, Helal e Alabarces, duas referências canônicas no campo dos estudos sociais do esporte, discorrem sobre a rivalidade entre Brasil e Argentina no futebol.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10672Editorial2025-08-25T19:16:19+00:002025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10460Vozes das Arquibancadas2025-04-02T14:15:03+00:00Soraya Damasio Bertoncellosoraya.soraya@gmail.com<p>Nos estádios de futebol ao redor do mundo, os cantos entoados pelas torcidas vão além do simples incentivo às equipes, incorporando temas como poder, sexualidade e discriminação. Este estudo examina o discurso presente em 30 cantos das torcidas do Sport Club Internacional e do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, os dois clubes de maior torcida no Rio Grande do Sul, buscando compreender como essas manifestações refletem aspectos do imaginário social. O artigo investiga de que maneira a dinâmica das arquibancadas, marcada pelo caráter coletivo e pelo semianonimato, possibilita a expressão de discursos que ultrapassam o universo esportivo, evidenciando valores, tensões e representações culturais. A análise dessas expressões discursivas revela como o futebol se articula com questões ideológicas e morais, configurando-se como um espaço de construção e reafirmação de identidades coletivas.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10503A voz da torcida organizada2025-05-09T22:58:29+00:00Claudia Irene de Quadrosclauquadros@gmail.comCamila Ristow Andrademilaristow@gmail.comCaroline Gonçalves da Costa carolgdcosta@gmail.com<p>A popularidade global do futebol fomenta a formação de comunidades de torcedores em diferentes culturas, com as torcidas organizadas desempenhando um papel central no Brasil. Este estudo tem como objetivo analisar como diretores e membros da Império Alviverde, torcida organizada vinculada ao Coritiba Foot Ball Club — atualmente Coritiba SAF (Sociedade Anônima de Futebol) — percebem suas práticas de comunicação e relacionamento com o clube e com os demais torcedores. A pesquisa utilizou entrevistas semiestruturadas com seis membros da torcida, seguidas de análise de conteúdo baseada na metodologia de Bardin (2016). O referencial teórico dos níveis de interação proposto por Dreyer (2019) orientou a interpretação das dinâmicas relacionais entre o clube e a torcida organizada. Os resultados indicam que o relacionamento é caracterizado por uma estrutura informal, o que limita o potencial da torcida organizada como público estratégico nas ações de comunicação e relações públicas do clube. O estudo destaca a necessidade de uma interação mais estruturada e mutuamente benéfica entre clubes de futebol e torcidas organizadas, visando fortalecer os vínculos institucionais e ampliar o engajamento dos torcedores.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10486Parazão feminino e cobertura esportiva2025-05-09T22:49:09+00:00Milene Costa de Sousamilenecostadesousa@gmail.comOtacílio Amaral Filhootacilio@ufpa.br<p>O artigo discute a inserção do Campeonato Paraense de Futebol Feminino na cobertura esportiva, sob o propósito de evidenciar a (in)visibilidade do futebol feminino na imprensa, contextualizando e identificando as tensões existentes no tratamento dessa modalidade pelo jornalismo. Qual o contexto do futebol paraense é apresentado pelo jornalismo esportivo? Diante deste questionamento, utilizamos a metodologia de análise de conteúdo que parte dos estudos teóricos da comunicação, cidadania e esporte. A pesquisa constrói a empiria em notícias e matérias jornalísticas produzidas pelo portal Globo Esporte Pará e portal O Liberal entre agosto e dezembro de 2022, e pelo jornal impresso Diário do Pará em 1984, referentes ao Parazão Feminino. Pensamos como hipótese, para entender estas relações, o baixo investimento das federações e dos clubes de um lado e de outro a invisibilização tácita da imprensa hegemônica no que tange a cobertura esportiva.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10612Pontapé inicial2025-06-29T21:00:40+00:00Patrícia Rangel Rodriguespatriciarangel@uol.com.brLuciano Victor Barros Malulylumaluly@usp.br<p>As plataformas de streaming e as redes sociais estão cada vez mais presentes na produção de programas e transmissões esportivas, concorrendo até mesmo com a mídia tradicional. Este artigo enfatiza como as plataformas de streaming causaram transformações no jornalismo esportivo com impactos significativos nos processos de produção, nas formas de narração, nas transmissões e na atuação do jornalista especializado. A obra “Comunicação e Mídia do Esporte” (Rocco Junior, 2024) foi utilizada como referência teórica para a aplicação dos procedimentos metodológicos, em particular, as questões em torno da entrevista semiestruturada (Bernal, 2010). O objetivo foi identificar as tendências, esclarecer e coletar informações mais detalhadas a respeito desse novo cenário, por meio de informações coletadas em reportagens e depoimento de jornalistas e especialistas.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10504Os esportes de aventura na natureza e a construção de histórias extraordinárias2025-05-09T04:03:59+00:00LUIS OSCAR CALVANO COLOMBOoscarcolombo70@gmail.comDENISE TAVARESdenisetavares51@gmail.com<p>A partir da análise dos episódios de abertura de duas séries recentes do gênero reality-documental, “Amazing Riders”, da Globoplay, e “Na Borda da Terra”, veiculada na Max, este artigo discute como esses programas imputam feitos extraordinários aos chamados esportes de aventura na natureza e, em consequência, aos atletas que os realizam. O objetivo, ao focar tal chancela, é não só discutir as estratégias narrativas apresentadas nessas produções, mas também destacar o percurso de valorização da relação do humano com a natureza. Em termos de estrutura, o artigo, primeiro recupera rapidamente o processo de consolidação desse tipo de prática esportiva para, depois, focar nos episódios indicados, pois, em termos metodológicos, a compreensão é que o cenário atual resulta de processo pareado.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10505Do ‘Era Uma Vez’ ao ‘Agora’2025-05-09T04:05:46+00:00Fernanda Sevarolli Creston Faria Kistemannfernandasevarolli@gmail.comMarco Aurélio Reismarco.reis@ufjf.br<p>Esse artigo busca trabalhar a intertextualidade proposta por Kristeva (1980) entre contos de fadas e realidade na peça publicitária da Nike de 2021 “Fadas Novas”, na qual a marca utiliza a “fadinha do skate”, Rayssa Leal e o conto “Cinderela”. A skatista se transforma em uma fada dos tempos pós-modernos e motiva meninas brasileiras a conquistarem seu lugar no mundo através do empoderamento feminino pelo esporte, demonstrando que a mulher não precisa esperar pelo príncipe encantado e sim fazer seu destino como uma nova fada. É feita uma abordagem qualitativa e análise semiótica para examinar a peça em questão. Os teóricos que colaboram com nossos estudos são Bourdieu (1998), Foucault (2003), Butler (2019), Kristeva (1980), Santaella (2001), entre outros.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10513De "Fadinha" a adulta2025-05-09T04:23:27+00:00Monique de Souza Sant'Anna Fogliattomoniquefogliatto@gmail.com<p>Em pouco tempo, o cenário de invisibilidade e estigmatização feminina no skate competitivo se converteu em prosperidade e reconhecimento. Ao completar 16 anos em 2024, a brasileira Rayssa Leal passou a ser sinônimo desta nova fase, percorrendo uma trajetória de sucesso que alçou visibilidade à atleta maranhense, ao mesmo tempo em que teve seu crescimento midiatizado. Para demarcar o ciclo olímpico 2021-2024, elegemos duas matérias, dos portais Globo.com e Uol esporte, publicadas, respectivamente, ao final da edição olímpica de cada ano, sob a ótica da Análise de Discurso de linha francesa. O recorte é significativo pois data do período em que a atleta passou a enfrentar também a transição infância-adolescência em um momento significativo de sua carreira: a conquista de duas medalhas olímpicas consecutivas e inéditas nos Jogos Olímpicos de Tóquio e de Paris. No decorrer da análise, a escolha discursiva pela humanização da atleta chama a atenção, principalmente por meio do recurso de atribuição de voz, mas sem deixar de lado uma construção discursiva eufórica e “fantástica” ainda recorrendo à imagem da fada associada à trajetória profissional de Rayssa.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10508O Pertencimento do distante2025-05-09T04:12:15+00:00Marcos Henrique Martins Marquesmhmartins88@gmail.comTatiane Hilgembergtatianehilgemberg@gmail.com<p>O futebol é um fenômeno social que pode ser estudado através de diversas abordagens. Partindo do entendimento da importância cultural do futebol e do Flamengo no contexto regional roraimense, o objetivo deste artigo é analisar como ocorre o chamado pertencimento clubístico de 160 torcedores do Flamengo em Boa Vista, capital de Roraima. Para isso, foi utilizado o método de pesquisa <em>survey</em> que coletou dados que envolvem as relações do torcedor com o Flamengo, a mídia e o futebol local. Conclui-se que há uma relação de fanatismo à distância desses torcedores, consumo de futebol cada vez mais voltado para a internet, a importância das figuras masculinas e do clubismo como geradores da paixão pelo esporte, a bifiliação clubística, as diferenças no consumo de futebol por faixas etárias e uma demanda reprimida por futebol local.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10511Mulheres e esporte2025-05-09T23:12:27+00:00Anna Julia Sbardelottsbardelottanna@gmail.comValquíria Michela Johnvmichela@gmail.com<p>Este artigo tem como objetivo mapear e explorar a produção de teses e dissertações brasileiras sobre a participação feminina no universo esportivo sob a perspectiva da comunicação. Os trabalhos foram rastreados no Banco de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) através da busca pelos termos mulher e esporte, totalizando dezesseis teses e dissertações. Os resultados mostraram que os trabalhos, em sua grande maioria, foram escritos por mulheres, defendidos a partir de 2018, com temas voltados para o jornalismo esportivo e pertencentes a programas de pós-graduação da região sudeste. Mesmo que a temática ainda seja relativamente nova na comunicação, este trabalho reforça a importância da discussão sobre o empoderamento feminino, seja ele no futebol de mulheres e outras modalidades, para o desenvolvimento das mulheres no ambiente esportivo nacional.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10519Presença feminina no rádio esportivo brasileiro2025-05-09T04:37:54+00:00Nayane Cristina Rodrigues de Britonayanebritojornalista@gmail.comAnanda Kallyne Muniz Portilhoportilhoananda@gmail.com<p>O presente levantamento traçou, por meio de uma pesquisa exploratória, um panorama das produções científicas no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, e nos quatro principais congressos brasileiros de comunicação: COMPÓS, SPBJor, Alcar e Intercom e, incluindo as edições regionais dos dois últimos, no recorte de 2012 a 2024. O foco esteve voltado para os Grupos de Trabalho, Redes de Pesquisa, Divisões Temáticas e Grupos de Pesquisa sobre rádio e mídias sonoras. O mapeamento identificou duas dissertações e 13 artigos, em um universo de 1.968 produções encontradas. Foram considerados os estudos que abordaram de forma prioritária ou secundária, a atuação profissional de mulheres no rádio esportivo brasileiro, abrangendo artigos semelhantes a este, com foco nas produções científicas acerca do tema estudado. Os resultados revelam um cenário científico com poucas produções sobre o assunto nos últimos 13 anos e suscitam reflexões sobre o lugar das mulheres em uma profissão ainda vista como um “espaço masculino".<br><br><br></p> <p>This survey presents an overview of scientific productions through an exploratory study conducted in the CAPES Theses and Dissertations Catalog, the Brazilian Digital Library of Theses and Dissertations, and in the four main Brazilian communication congresses: COMPÓS, SPBJor, Alcar, and Intercom (including regional editions of the latter two), covering the period from 2012 to 2024. The focus was on Working Groups, Research Networks, Thematic Divisions, and Research Groups related to radio and sound media. The mapping identified two master's dissertations and thirteen articles among a total of 1,968 documents found. The study considered works that prioritized or secondarily addressed the professional performance of women in Brazilian sports radio, including papers similar to this one, focused on scientific production about the topic. The results reveal a scientific landscape with limited studies on the subject over the past 13 years and raise reflections on the place of women in a profession still often regarded as a “male space,” especially considering regional differences in the research data.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10522A pesquisa sobre jornalismo esportivo em Programas de Pós-Graduação em Comunicação no Brasil (2018-2023)2025-05-09T04:57:21+00:00Matheus Simões Mellomatheusenso@unifesspa.edu.brGuilherme Gonçales Longoguilherme.g.longo@usp.br<p>Haja vista a carência de metapesquisas interessadas em mensurar e averiguar a pesquisa científica sobre jornalismo esportivo em Programas de Pós-Graduação em Comunicação no Brasil, este estudo oferece uma contribuição para preencher tal lacuna. Atenta-se para a forma como a cobertura jornalística de esportes é contemplada (objeto de estudo ou empírico), a metodologia, modalidades e mídias analisadas e enfoque teórico. Ao todo, são examinados trinta trabalhos (<em>n</em> = 30), sendo 23 dissertações de Mestrado e sete teses de Doutorados, defendidos entre 2018 e 2023. A análise é realizada a partir da Metapesquisa (Mainardes, 2016), sendo este o principal procedimento metodológico adotado. Supõe-se que a maioria tem o segmento jornalístico esportivo como objeto empírico, utiliza de métodos qualitativos, analisam o futebol, as mídias impressas e produções de abrangência nacional, e adotam questões de gênero como fundamentação teórica central. Os resultados indicaram a predominância do jornalismo esportivo como objeto de estudo, de métodos qualitativos, de recortes formados por futebol, televisão e produtos jornalísticos nacionais, além de temas relacionados à representação como enfoque teórico principal.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10514A transmissão de megaevento esportivo na internet2025-05-09T04:24:50+00:00Anderson David Gomes dos Santosanderson.gomes@santana.ufal.br<p>A Economia Política da Comunicação (EPC) brasileira estabeleceu o padrão tecnoestético como elemento que representa barreira de mercado relevante para a produção audiovisual no Brasil. Seguindo proposta de criação metodológica de análise desta categoria teórica nas transmissões esportivas audiovisuais, este artigo investiga de forma exploratória a exibição dos Jogos Pan-Americanos Santiago 2023 pela CazéTV. Trata-se de pesquisa qualitativa e exploratória, que retrata um estudo de caso sobre a transmissão de determinado evento multidesportivo. Enquanto primeiro torneio assim exibido pela empresa, percebeu-se problemas no enfrentamento ao padrão de transmissão da líder de mercado, com a necessidade de mudanças do formato da transmissão para se adequar às críticas do público. Ao mesmo tempo em que serviu como experiência relevante para aprimoramento em transmissões futuras pela CazéTV, que pôde desenvolver seu padrão num torneio de menor abrangência internacional e sem concorrentes tradicionais.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10516Ary Vidal2025-05-09T23:25:38+00:00Guilherme Mazui Roeslerguilhermemazui@gmail.com<p>Este artigo discute a pesquisa em curso que recupera a trajetória de Ary Ventura Vidal (1935-2013), técnico da seleção brasileira masculina de basquete campeã do Pan-Americano de Indianápolis (1987) e último brasileiro a dirigir a equipe nacional em Olimpíadas (1996). O esportista não foi objeto de estudo biográfico anterior, seja na academia e ou no mercado editorial. A ausência de teses, dissertações, artigos e livros amplia a dificuldade de uma pesquisa complexa e extensa. O artigo aborda a confecção e organização do arquivo com dados do técnico e a pertinência de registros de imprensa para traçar uma linha do tempo de acontecimentos, estratégia para situar a pesquisa, identificar pontos a serem apurados, checar dados e compreender a evolução da imagem de Ary Vidal. A conclusão aponta a importância desses procedimentos e da metodologia da complexidade para religar os saberes necessários à pesquisa e à escrita biográfica.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10517Entre a Paixão e a Neutralidade2025-05-09T23:28:39+00:00Ciro Augusto Francisconi Götzcirogotz@gmail.com<p>O artigo investiga como a identificação clubística de jornalistas se manifesta nas rádios Gaúcha, Guaíba, Grenal e Band de Porto Alegre. A pesquisa qualitativa utiliza a análise de conteúdo de Bardin (1977) aplicada a entrevistas semiestruturadas (Gil, 2021) com coordenadores esportivos. Os resultados apontam que a quantidade de profissionais identificados nessas emissoras, apesar dos impactos do clubismo na atualidade e a respectiva influência na lógica de mercado digital, é substancialmente inferior aos de jornalistas que atuam sob a ótica da imparcialidade. Por outro lado, a identificação, antes evitada, agora se torna estratégica, principalmente pelas rádios Grenal e Gaúcha. O estudo indica, ainda, que a coexistência entre jornalismo tradicional e comunicação dirigida já é uma realidade.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10518Análise da diversidade sexual e da participação em coletivos de futebol entre homens no Brasil2025-05-09T23:31:29+00:00JOSE SILVAjoseardonio@gmail.com<p>Mesmo ainda sendo um espaço predominantemente masculino, o futebol na perspectiva LGBTQIAPN+ é hoje uma realidade. O estudo apresenta como objetivo geral analisa a diversidade sexual e a participação em coletivos de futebol no Brasil. Em termos metodológicos, é um estudo bibliográfico, exploratório, de natureza mista, o qual contou com a colaboração de 18 respondentes que participam de times de futebol LGBTQIAPN+. Os resultados demonstram que os respondentes na sua maioria se sentem acolhidos nos clubes dos quais participam. O time com maior torcida e adesão nas respostas foi o Real Centro Esporte Clube. Os respondentes afirmaram a participação semanal em seus respectivos clubes, sendo que para a maioria dos participantes isso acontece já há mais de 2 anos. Os atletas sentem-se acolhidos em seus clubes, mas reivindicam maiores ações do Estado no que tange ao fomento a projetos voltados ao futebol voltado ao público LGBTQIAPN+.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10520Uma mirada acerca do processo político de constituição e venda das SAFs2025-05-09T21:42:12+00:00Irlan Simões Santosiirlansimoes@gmail.comRonaldo George Helalrhelalfla13@gmail.comJonathan Ferreirajonathan.ferreira@unesp.brVinícius Borges Alvimviniciusalviim@hotmail.com<p>Este artigo tem como objetivo levantar discussões acerca do processo de constituição e venda das sociedades anônimas do futebol (SAF), destacando as suas questões políticas e observando também o papel das mídias nessa dinâmica. A SAF é um novo tipo jurídico passível de ser adotado por clubes de futebol, criado pela Lei nº 14.193/2021, que provocou grandes expectativas quando das promessas de transformação profunda no futebol brasileiro, seja na atração de investimentos, seja na adoção de novas práticas de gestão. Essa altas expectativas entre os torcedores dos clubes, provocou, por sua vez, uma grande mobilização por parte das mídias esportivas na cobertura sobre SAFs, tanto as mídias “tradicionais, como as “novas mídias esportivas” - aqui entendidas como as plataformas de produção de conteúdo (não necessariamente jornalísticas e/ou profissionais) elaboradas por torcedores dedicadas a um determinado clube. Argumenta-se que essas novas mídias estariam ocupando um papel central na consolidação de discursos políticos favoráveis às SAFs, pela capacidade de comunicação direta com os torcedores, pela tendência de abordagem acrítica e pela forma como se relacionam com os dirigentes dos clubes. Tais discussões serão praticadas sobre dois casos concretos, sendo o primeiro o da SAF do Coritiba Foot Ball Clube, da cidade de Curitiba-PR; e o segundo o da SAF do Clube Atlético Mineiro, da cidade de Belo Horizonte-MG.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10521Qual o elo entre o jogo de futebol e a sua transmissão audiovisual que forma a sua representação?2025-05-09T23:37:03+00:00Tatiana Zuardi Ushinohamatatianazuardi@hotmail.comMarco Antônio Roxo da Silvamroxo@id.uff.br<p>O futebol, enquanto manifestação cultural, é representado pela televisão como um evento múltiplas camadas de significados que transcendem a simples prática esportiva. Utilizando a semiótica greimasiana, especialmente o quadrado semiótico, o artigo propõe investigar os pilares semânticos do discurso televisivo, de modo que a partir deles se observe como esses elementos são organizados na transmissão para emitir tais sentidos. O artigo parte do entendimento do futebol como um fenômeno lúdico que, ao longo da história, migra do sagrado para o secular, mantendo-se como um espaço simbólico e ritualístico. Isso exige que a transmissão televisiva construa uma narrativa coerente e acessível mesmo para os não iniciados. Assim, a televisão não apenas transmite o jogo, mas constrói um enunciado que articula valores simbólicos fundamentais estabelecido pela competição (com os subdomínios vitória e derrota) e a cooperação (ônus e bônus), permitindo que o telespectador compreenda e se conecte com o evento esportivo em nível cultural e emocional.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10523O valor da opinião em transmissões esportivas2025-05-09T21:46:04+00:00Juliana Lisboajulianalisboa23@gmail.comLia Seixasliaseixas@gmail.com<p align="justify"><span style="color: #0d0d0d;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>Resumo:</strong></span></span></span> <span style="color: #0d0d0d;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Este artigo visa investigar a importância da opinião de jornalistas em transmissões esportivas para seus pares. A partir de seis hipóteses, aplicamos formulário com profissionais da área de todo o Brasil. A metodologia foi composta de análise qualitativa e quantitativa. Depois da survey com amostragem equivalente a mais de 15% dos jornalistas credenciados à ACEB, analisamos o cruzamento de dados. Quase 45% dos profissionais da imprensa têm expectativa que repórteres de campo emitam opinião em transmissões esportivas. Também foi comprovada a relação entre emissão de opinião e valorização no mercado. Discutimos os conceitos de opinião </span></span></span><span style="color: #0d0d0d;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">no jornalismo</span></span></span><span style="color: #0d0d0d;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"> (Dittrich e Lage, </span></span></span><span style="color: #0d0d0d;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Marques de Melo, Chaparro</span></span></span><span style="color: #0d0d0d;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">) e autor (Foucault, Maingueneau, Ringoot, Marocco). Encontramos dados que sugerem ligação entre o </span></span></span><span style="color: #0d0d0d;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>streaming</em></span></span></span><span style="color: #0d0d0d;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"> e expectativa de emissão de opinião de todos os integrantes das transmissões esportivas. </span></span></span></p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10524Bola na Rede, Like na Tela2025-05-09T04:56:24+00:00Caroline Silva Falcão Guedescarolinefalcao@gmail.com<p>Este artigo analisa as narrativas audiovisuais sobre esporte no TikTok, com foco na comparação entre jornalistas esportivos e criadores de conteúdo brasileiros quanto à forma como transformam a cobertura esportiva nessa rede social. Por meio da análise de seis perfis selecionados com base nas hashtags <em>#noticiasesportes</em> e <em>#tiktokesportes</em>, o estudo investiga os formatos audiovisuais, as estéticas adotadas e as estratégias de engajamento utilizadas por esses agentes comunicacionais. A pesquisa adota uma abordagem quali-quantitativa e revela um contraste significativo: enquanto os jornalistas priorizam a credibilidade por meio da apresentação de informações e opiniões fundamentadas, os TikTokers se destacam pelo apelo ao entretenimento e à dramaticidade. Os resultados evidenciam como o TikTok contribui para a reconfiguração do jornalismo esportivo contemporâneo, ao mesmo tempo em que enriquece o ecossistema de produção de conteúdo esportivo digital.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10525Vozes femininas e os uniformes olímpicos do voleibol (1980–2012)2025-07-02T19:29:03+00:00Marcelo Ribeiro Tavaresmarcelo.tavares@estudante.ufjf.brFrederico Braidafrederico.braida@ufjf.br<p>As interações desenvolvidas pelo esporte na sociedade têm sido cada vez mais fortes e complexas na contemporaneidade. O objetivo deste artigo é analisar a construção discursiva acerca dos uniformes olímpicos utilizados pelas seleções de voleibol feminino do Brasil, desde a primeira participação nos Jogos, em 1980, até 2012, quando o país se sagrou bicampeão olímpico. A metodologia aplicada neste estudo correlaciona dados da literatura com depoimentos de atletas, estilistas e jornalistas coletados através de entrevistas. Foi verificado que ao longo desses 32 anos houve uma preocupação gradativa com o <em>design </em>dos uniformes olímpicos, que atravessa aspectos midiáticos, materiais e simbólicos. Conclui-se que o <em>design </em>de uniformes utilizados por mulheres se tornou um tema de discussão social importante no que tange às questões de gênero, sobretudo no esporte.</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10527Tradição, drama e estigma2025-05-09T18:00:44+00:00Rodrigo Reisrodrigoreisitz@gmail.com<p>O artigo analisa as representações do futebol brasileiro na cobertura do <em>The New York Times</em> durante as Copas do Mundo de 1974 a 1990, com foco nas últimas partidas disputadas pela seleção brasileira em cada edição. O objetivo é compreender como o imaginário internacional constrói sentidos sobre o futebol do Brasil, alternando entre a exaltação do chamado futebol-arte e a ênfase em derrotas, estigmas e frustrações. A pesquisa adota abordagem qualitativa, fundamentada na análise narrativa de Motta (2013), com ênfase nos elementos estruturais do discurso jornalístico, como enredo, conflito, personagens e clímax. O corpus é composto por reportagens publicadas nos dias que antecedem e sucedem os jogos decisivos da seleção canarinho. A escolha do <em>The New York Times</em> se justifica por seu alcance global e por representar uma perspectiva externa, culturalmente distante da tradição futebolística brasileira. A análise revela que a cobertura jornalística internacional contribui para reforçar ou tensionar mitos construídos em torno do futebol nacional, destacando disputas simbólicas entre tradição e disforia</p>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediaçãohttps://revista.fumec.br/index.php/mediacao/article/view/10562Do Tatame ao Mundo2025-07-02T19:27:47+00:00Tiago Negrão Andradetiago.negrao@unesp.br<h3><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa a trajetória do jiu-jítsu brasileiro como resultado de um processo de apropriação cultural que transformou uma arte marcial japonesa em um símbolo nacional reconfigurado, impulsionado pela atuação central da família Gracie. Responsáveis pela consolidação técnica, institucional e midiática da prática no Brasil e no exterior, os Gracie protagonizaram a difusão internacional do jiu-jítsu, culminando na criação do Ultimate Fighting Championship, que alçou a arte marcial ao status de fenômeno global e mercado bilionário. A partir de uma abordagem teórico-crítica e interdisciplinar, o estudo examina os tensionamentos simbólicos, genealógicos e pedagógicos que moldaram o campo, com ênfase nos apagamentos históricos de linhagens como a de Oswaldo Fadda e no silenciamento do legado de Carlson Gracie, cuja pedagogia popular e inclusiva rompeu com o elitismo original da prática. Dada a escassez de documentação crítica no campo esportivo tradicional, recorre-se a fontes alternativas — como biografias, reportagens e produções independentes — para mapear experiências periféricas e insurgentes que ressignificam o jiu-jítsu como espaço de formação ética, cuidado e resistência. O artigo também analisa a experiência educacional de Abu Dhabi, onde o jiu-jítsu foi integrado ao currículo escolar, propondo sua adaptação crítica ao contexto brasileiro. Conclui-se que o jiu-jítsu brasileiro deve ser compreendido não apenas como técnica de combate, mas como linguagem cultural em disputa, cuja potência formativa reside na sua capacidade de articular memória, identidade e emancipação coletiva.</span></h3>2025-08-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Mediação