Revista Mediação
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<p><span data-olk-copy-source="MessageBody">A Revista Mediação tem dupla vinculação na Universidade FUMEC: cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCH) e Programa de Mestrado e Doutorado em Tecnologia da Informação e Comunicação e Gestão do Conhecimento da Faculdade de Ciências Empresariais (FACE). Periódico eletrônico semestral, a revista é voltada para a divulgação de trabalhos acadêmicos prioritariamente das seguintes áreas: comunicação, linguagem e semiótica, teorias e epistemologia da comunicação, estudos interdisciplinares da comunicação, comunicação e sociabilidade, comunicação, política, ética e cidadania, comunicação especializada e organizacional, jornalismo comparado, comunicação audiovisual, comunicação e multimídia, comunicação e cibercultura, comunicação e marketing, jornalismo esportivo, fotografia, cinema, videoarte, música, arte digital, web-art, inteligência artificial, publicidade. Os temas são livres, mas podemos convidar os autores à participação em dossiês temáticos, a serem divulgados amplamente.</span></p>Editora FUMECpt-BRRevista Mediação1676-2827<p>Os direitos autorais dos artigos publicados ficam reservados à Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Fumec. As opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade exclusiva de seus autores.</p> <p>A Revista Mediação é licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>A TECNOLOGIA NÃO É INEVITÁVEL
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2026-08-072026-08-072840Representações Negras em Atlanta
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<p>Esse trabalho se propõe a pensar o modo com que a série <em>Atlanta</em> ressignifica as formas de representação das pessoas negras nas mídias, mais especificamente no cinema e na música. A série, lançada em 2016, revela uma realidade árdua para a comunidade preta dos Estados Unidos, mas, ao mesmo tempo, desmonta estigmas ao evidenciar faces mais íntimas das subjetividades negras, que vão além dos estereótipos midiáticos. Ao questionar o imaginário de uma sociedade racista, <em>Atlanta</em> aponta referências do cinema e também do rap, caracterizado como um importante gênero musical de tomada de consciência negra, que amplia a voz de pessoas marginalizadas. Ao explorar esse tema, portanto, buscamos compreender a atuação de <em>Atlanta</em> no recondicionamento das alegorias sociais e na instituição do negro como portador de um discurso próprio.</p>Amanna Luiza de Brito NunesCláudio Rodrigues Coração
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2026-08-072026-08-072840Editorial
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2026-08-072026-08-072840PREFÁCIO
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<p>Sem resumo</p>Isaura Mourão GenerosoPolyana Inácio
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2026-08-072026-08-072840Da Mediação Simbólica à Governança Algorítmica
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<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa como a comunicação organizacional, ao integrar-se a infraestruturas algorítmicas e sistemas automatizados, deixa de operar como mera mediação simbólica para se tornar uma tecnologia emergente de governo. A partir de uma abordagem qualitativa, crítica e documental, fundamentada na governamentalidade foucaultiana e nos estudos críticos sobre plataformização, o estudo examina a reconfiguração da responsabilidade comunicacional. Os resultados indicam que essa automação desloca a linguagem para a operacionalização preditiva, gerando opacidade estrutural, assimetrias de poder e uma crise de </span><em><span style="font-weight: 400;">accountability</span></em><span style="font-weight: 400;">. Conclui-se que a transformação exige a reconstrução de categorias analíticas e a afirmação da soberania comunicacional para reinscrever a deliberação e a responsabilidade no centro das práticas organizacionais.</span></p>Tiago Negrão AndradeMaria Cristina Gobbi
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2026-08-072026-08-072840O poder do recorte: entre algoritmos e orientalismos na disputa de sentidos no Instagram
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<p>Este artigo analisa o impacto dos “recortes” informacionais nas redes sociais, especificamente no Instagram, como ferramentas de poder hegemônico ocidental que replicam mecanismos que dificultam a formação de uma opinião crítica e autônoma. Investiga-se como a arquitetura das plataformas, em seus filtros operados por algoritmos, movida pela aceleração algorítmica e pela competição tecnológica global, reedita a lógica de um orientalismo, ao retratar conflitos geopolíticos. Utilizando como exemplo a tensão Irã-EUA-Israel, o trabalho discute os modos como um ecossistema midiático fragmenta a realidade, dificultando a formação de opiniões críticas e transformando o espectador em um nó passivo, ao mesmo tempo em que reforça estruturas coloniais e de exploração simbólica.</p>Morgana Machado
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2026-08-072026-08-072840A TEMPORALIDADE COMO ESTRATÉGIA DE DESMOBILIZAÇÃO
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<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa como a temporalidade foi utilizada para mediar o compartilhamento de informações em plataformas digitais pelos organizadores do evento BH Stock Festival, incentivando a desmobilização dos públicos contrários à realização da etapa do campeonato Stock Car Pro Series em Belo Horizonte. Norteados pelos conceitos de públicos, vulnerabilidades e assimetria de poder, especialmente inseridos nas estratégias de visibilidade do ecossistema informacional digitalizado, examinamos a complexidade das relações envolvidas desde o anúncio da realização da etapa na capital mineira até o início das obras necessárias para o evento. Com o intuito de identificar e mapear a movimentação dos atores sociais envolvidos na sequência de acontecimentos, analisamos as abordagens e reverberações em notícias online, apurando a circulação e as lógicas de indexação. Para tanto, utilizamos o filtro de notícias no Google, considerando o recorte temporal da festividade. </span><span style="font-weight: 400;">Nossos achados sugerem que os organizadores do evento se estruturaram de forma a divulgar as informações de maneira que favorecessem seus próprios interesses, desarticulando os públicos contrários ao acelerar debates. Esse processo contribuiu para a demora de mobilização contrária e reforçou as assimetrias de poder existentes</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>Fernanda Shelda de Andrade MeloMarcela Vouguinha CunhaSamuel Rubens Barbosa de Oliveira
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2026-08-072026-08-072840Executivos influenciadores e capital reputacional
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<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa como executivos influenciadores utilizam matérias publicadas na imprensa para atrelar sua imagem à organização e construírem uma reputação positiva. A partir de revisão bibliográfica, realiza-se uma pesquisa exploratória e análise de conteúdos de três executivos no Instagram: Karla Felmanas (Cimed), Alexandre Baldy (BYD Brasil) e Bianca Andrade (Boca Rosa Company). Conclui-se que a articulação entre imprensa e redes sociais se torna estratégia de transferência e acumulação de capital , fortalecendo simultaneamente a reputação individual e corporativa. Propõe, ao fim, o conceito de capital reputacional.</span></p>Emanuelle Nunes SalatiniCarolina Frazon Terra
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2026-08-072026-08-072840Comunicação Pública, TDICs e Saúde Digital
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<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Resumo: </span>Este estudo investiga estratégias de comunicação pública voltadas à promoção da saúde e do letramento digital na assistência à pessoa idosa, fundamentando-se nos eixos da Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020-2028 (ESD28). A pesquisa justifica-se pela digitalização acelerad<span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;">a dos serviços de saúde e pela necessidade de inclusão digital de populações vulneráveis. A metodologia consiste em pesquisa qualitativa e exploratória, pautada na análise de conteúdo de Bardin (2011). O </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"><em>corpus</em></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-size: medium;"> compreende projetos federais implementados a partir de 2023, como o Repositório de Educação Digital e Midiática, EducaMídia 60+, Viva Mais Cidadania Digital e o programa Saúde com Ciência. Os resultados indicam um cenário de transição, no qual a comunicação busca transcender a difusão informativa para fomentar a autonomia do idoso. Evidenciou-se que a "interoperabilidade técnica" — exemplificada pelo Meu SUS Digital — requer "interoperabilidade social", ou seja, a capacidade do sujeito 60+ de discernir informações. Iniciativas de formação de multiplicadores e combate à desinformação revelaram-se vitais para a confiança institucional e o envelhecimento ativo. Conclui-se que o letramento digital é um determinante social imprescindível, exigindo sistemas dialógicos que transformem o idoso em protagonista de sua saúde e cidadania.</span></span></span></p> <pre class="western"> </pre>Denise Regina Stacheski
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2026-08-072026-08-072840AUTOMAÇÃO DO PENSAMENTO E DA LINGUAGEM NO AMBIENTE ORGANIZACIONAL
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<p class="p1">O presente ensaio investiga através de uma revisão bibliográfica, os impactos da automação do pensamento e da linguagem materializada nas ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG) sobre as identidades, a consciência reflexiva e as práticas discursivas no ambiente organizacional. Partindo de uma perspectiva crítica ancorada nos Estudos Culturais, na teoria da identidade organizacional e na análise do discurso, o texto examina como os grandes modelos de linguagem (LLMs), ao automatizarem processos simbólicos historicamente atribuídos à cognição humana, reconfiguram os modos pelos quais profissionais de comunicação se constituem como sujeitos, produzem sentido e constroem as narrativas identitárias das organizações. Argumenta-se que a incorporação da IAG não representa apenas uma mudança operacional, mas uma ruptura epistemológica que tensiona as fronteiras entre agência humana e agência algorítmica, entre autoria e automação, entre originalidade discursiva e padronização generativa. O ensaio articula contribuições de Stuart Hall, Foucault, Fairclough, Albert e Whetten, Caldas e Wood Jr., Hatch e Schultz, Kunsch e Castells, entre outros, para sustentar que a identidade organizacional na contemporaneidade é um campo em disputa, atravessado por lógicas tecnológicas que tanto potencializam quanto ameaçam a reflexividade humana e a singularidade discursiva.</p>Anderson LovatoFlavi Ferreira Lisboa Filho
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2026-08-072026-08-072840CRIAR SEM POSSUIR
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<p>Este artigo analisa como o modelo de compra integral de direitos patrimoniais (<em>buyout</em>), praticado pelas plataformas transnacionais de <em>streaming</em>, reconfigura as condições materiais e simbólicas do trabalho criativo no audiovisual brasileiro. A base empírica consiste em dez entrevistas semiestruturadas com profissionais da cadeia produtiva de séries brasileiras para <em>streaming</em>, realizadas entre 2023 e 2025. O quadro teórico interpretativo articula as categorias de aparelho, programa e funcionário, formuladas por Vilém Flusser, com a análise das plataformas como infraestruturas de extração (SRNICEK, 2017), o conceito de mercadoria cultural contingente (NIEBORG; POELL, 2018) e a noção de capitalismo preditivo (AMADEU, 2023). O argumento central é que o <em>buyout</em> não constitui mero arranjo contratual: é dispositivo que transforma produtoras em prestadoras de serviço intercambiáveis e criadores em trabalhadores sem acúmulo patrimonial, eliminando as bases materiais que sustentariam a sua resistência ao programa do aparelho. O <em>buyout</em> opera como condição para a subordinação criativa: sem catálogo, sem direitos e sem margem de recusa, o profissional internaliza preventivamente as demandas da plataforma. A contribuição do artigo reside em demonstrar que o controle das plataformas sobre a produção audiovisual opera em dois registros simultâneos e articulados: o contratual, pela expropriação dos direitos sobre as obras, e o algorítmico, pela opacidade dos critérios decisórios. A convergência entre esses dois registros produz autocensura preventiva que distingue esse modelo de formas anteriores de constrangimento à criação audiovisual no Brasil.</p>Edney Christian Thomé SanchezRoberto dos Santos Bartholo Jr.Aline Winckler Brufato
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2026-08-072026-08-072840O uso de Inteligência Artificial na preservação da integridade de testemunhas no telejornalismo
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<p>Este artigo analisa como softwares de IA para conversão vocal reconfiguram a responsabilidade jornalística e a percepção de veracidade em ambientes plataformizados. A metodologia consiste em estudo qualitativo comparativo de 12 reportagens das emissoras RPC TV (PR) e RBS TV (RS), entre junho de 2024 e março de 2026. A base teórica articula os fundamentos da teoria clássica do som, plataformização, ética da proteção de fontes e princípios editoriais para IA. Os resultados revelam a predominância de casos voltados à preservação de vítimas e testemunhas, totalizando sete produções. Conclui-se que a alteração vocal em relatos sensíveis transcende a estética, consolidando-se como imperativo ético e de segurança da informação para neutralizar a extração de metadados biométricos no ecossistema digital.</p>Paulo Eduardo Silva Lins Cajazeira
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2026-08-072026-08-072840Inteligência Artificial Generativa e representações do trabalho/trabalhador de Comunicação Organizacional
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<p><span style="font-weight: 400;">Neste trabalho, objetivamos compreender criticamente a construção de sentidos do trabalho e do trabalhador de Comunicação Organizacional pela Inteligência Artificial Generativa, em diálogo com estudantes de comunicação e áreas correlatas. Buscamos investigar os sentidos atribuídos aos profissionais a partir de textos e imagens gerados por IAG, bem como a presença de estereótipos, vieses e padrões de representação nas produções generativas. Adotamos uma abordagem qualitativa e exploratória, por meio de pesquisa participativa, que consistiu em: 1) realização de uma atividade presencial de letramento midiático com uso do ChatGPT; e 2) aplicação de questionário </span><em><span style="font-weight: 400;">in loco</span></em><span style="font-weight: 400;">, preenchido pelos participantes ao longo da atividade. Também utilizamos diário de campo para registro das percepções durante a atividade. Os resultados indicam que as IAG constroem sentidos do trabalho em Comunicação, reforçando estereótipos, vieses e hierarquias profissionais, produzindo idealizações alinhadas à lógica capitalista e a valores sociais normativos, enquanto a atividade de letramento midiático possibilitou uma leitura crítica das representações e maior reflexividade dos participantes.</span></p>Adriano Affonso MendesAntonio André Pessoa SilvaGuilherme Ferreira de OliveiraVinicius Santos LousadaRoseane Andrelo
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2026-08-072026-08-072840COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA EM MOVIMENTOS SOCIAIS
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<p>O Movimento em Defesa da Ilha (MDI), sediado na Grande Ilha de São Luís (MA), é um coletivo de atuação socioambiental e territorial que articula diferentes sujeitos em defesa do direito ao território e à preservação ambiental. Este artigo corresponde à etapa inicial de uma pesquisa em curso e apresenta a fundamentação teórica bem como o delineamento metodológico, apontando a continuidade de uma pesquisa aplicada. A investigação parte da compreensão de que a Comunicação constitui um processo de construção do comum (Sodré, 2014), ultrapassando a dimensão instrumental para se afirmar como prática interativa, ética e política. Nesta etapa, realiza-se revisão bibliográfica e estruturação do percurso metodológico, que será aprofundado na fase empírica com diagnóstico comunicacional e proposição de planejamento estratégico como produto técnico.</p>Flávia de Almeida MouraMaria Júlia Ferreira Sousa
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2026-08-072026-08-072840