Doutrinas, impressos e educação: as expressões do catolicismo e do positivismo em Minas Gerais (1881-1900)

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Palavras-chave:

Catolicismo. Positivismo. Educação.

Resumo

Em fins do século XIX, as relações entre catolicismo e positivismo não se demonstraram amistosas quer seja na Europa, quer no Brasil. Entre nós, essa tensão foi expressa em diferentes jornais católicos ou não, em discursos parlamentares e em pregações, principalmente as que foram proferidas pelo Pe. Júlio Maria em diversas localidades do país. Em Minas Gerais, assim como em outros estados brasileiros, o positivismo se fez presente em sua história educacional e política. Desde a década de 1880 encontramos referências, em jornais e no Congresso mineiro, combatendo veemente aquela que era chamada de uma seita materialista, o positivismo. Ivan Lins (1967) alertou sobre o conservadorismo e o catolicismo como forças sociais vigentes em Minas, para afirmar a pouca “ressonância das doutrinas de Comte” neste estado. Contudo, pesquisas recentes demonstraram que o positivismo comtiano esteve presente em Minas Gerais, foi objeto de políticas de Estado, na República, e alvo de críticas da igreja católica. A realidade mineira entre o Império e a República comportou conflitos entre católicos e positivistas, e nosso objetivo é entender a construção dessas tensões, que eram políticas e religiosas, mas também passavam pelo campo educacional. Este artigo aborda as tensões entre catolicismo e positivismo em Minas Gerais e pela interpretação de fontes primárias e secundárias, em uma abordagem histórica do fenômeno educativo em suas dimensões mais amplas, como estabelecem as perspectivas atuais da história da educação.

Biografia do Autor

Maysa Gomes, FCH/FUMEC

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Publicado

04/11/20

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Artigos