MULHERES ADICTAS

SUBJETIVIDADE E TRANSVERSALIDADE DE GÊNERO NAS POLÍTICAS PÚBLICAS

Autores

Palavras-chave:

Transversalidade de gênero, drogas, dependência química, subjetividade, comunidades terapêuticas

Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo (re)conhecer demandas de atenção às mulheres com transtorno por uso de substâncias (TUS) psicoativas, à luz dos aportes teóricos da subjetividade e da transversalidade de gênero nas políticas públicas de saúde (PNAD, PAIUAD e PNAISM). Como método, utilizou-se da abordagem qualitativa, com perspectiva interpretativa. O estudo foi desenvolvido nos serviços CAPS AD e em uma Comunidade Terapêutica no município de Maringá-PR. Foram realizadas entrevistas com profissionais da rede de saúde e mulheres em tratamento em uma Comunidade Terapêutica. Os dados foram analisados por meio da análise de narrativa em um processo interativo indutivo. Os resultados identificaram barreiras ao tratamento relacionadas a aspectos interpessoais — como relações sociais e familiares — e intrapessoais, como o distanciamento da relação mãe-filho nas Comunidades Terapêuticas, mesmo sendo essa relação potencializadora de ressignificação do sentido da vida. Estas barreiras dificultam a adesão ao tratamento, agravando o contexto. Tais resultados contribuem ao: a) alertar sobre fragilidades no tratamento de mulheres com TUS; b) evidenciar o silenciamento das necessidades dos corpos femininos nas políticas públicas; c) lançar olhares sobre novas possibilidades de estruturação de políticas públicas à saúde da mulher, considerando a subjetividade.

Biografia do Autor

Mariana Aparecida Euflausino dos Santos Vieira, Universidade Estadual de Maringá (UEM)/Professora

Possui doutorado em Administração pela Universidade Estadual de Maringá (2021), na linha Organização e Sociedade. Cursou Mestrado em Gestão e Desenvolvimento Regional pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2016), especialização em Finanças pela Faculdade Maringá (2011) e graduação em Administração pela Universidade Estadual do Paraná Campus Paranavaí (2010).Atua como docente no ensino superior desde 2012. Foi professora adjunta da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS/CPAQ), onde desenvolveu atividades vinculadas à Agência de Inovação e Ensino de Educação Digital (AGEAD/UFMS), mantendo parcerias institucionais em projetos de ensino, pesquisa e extensão. Atualmente é professora adjunta da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Desenvolve pesquisas nas áreas de Estudos Organizacionais, Cultura e Consumo, Etnografia Urbana, Simbolismo, Subespécies de Capitais Simbólicos, Empreendedorismo Popular e Indígena, Cidadania Financeira e Compras Públicas Sustentáveis.

Sara Picheth Rockenbach, Instituto Federal Sul-rio-grandense/Professora

Doutora em Administração pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Estadual de Maringá, com período sanduíche na Universidade de Oxford, Saïd Business School. Mestre em Administração pela Universidade Estadual de Maringá (PPA/UEM), na linha de pesquisa em Organizações, Estratégia e Trabalho. Possui graduação com láurea acadêmica em Administração pela Universidade Estadual de Maringá (2009) e pós-graduação em Gestão de Pessoas pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2013). Trabalhou como Professora Colaboradora Adjunta no Departamento de Administração da Universidade Estadual de Maringá e Professora Auxiliar no Departamento de Administração da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Campus Maringá. Atualmente é Professora efetiva EBTT no IFSul Campus Camaquã na área de Gestão e Negócios

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28/04/2026

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