EXPLORANDO A INOVAÇÃO E A CAPACIDADE DE TRANSAÇÃO NO NORTE DO RIO GRANDE DO SUL, BRASIL
Palavras-chave:
Ecossistemas de Inovação, Startups, Capacidade de Transação, Desenvolvimento Regional, Relacionamento com Clientes, gestãoResumo
Este estudo investiga o papel desempenhado pelos ecossistemas de inovação no fortalecimento da capacidade de transação de startups, no contexto do Norte do Rio Grande do Sul, Brasil. De forma específica, explora os processos subjacentes empregados para mitigar incertezas, formalizar acordos e agilizar as negociações entre os atores regionais. Adotando uma estrutura qualitativa-exploratória, a pesquisa baseia-se em entrevistas semiestruturadas com fundadores de dez startups vinculadas a dois proeminentes polos regionais de inovação. Os resultados revelam que, embora o ecossistema reforce a credibilidade e facilite a indicação de clientes, enfrenta desafios no fomento de uma conexão profunda, o que restringe o olhar para oportunidades de negócios mais amplas. Além disso, embora o ecossistema estimule uma orientação centrada no cliente, sua influência direta no aprofundamento do relacionamento com eles permanece periférica. Ao integrar a teoria dos custos de transação à literatura sobre ecossistemas de inovação por meio da análise de conteúdo temática, este estudo avança na compreensão teórica de como os arranjos relacionais e institucionais configuram as dinâmicas transacionais. Teoricamente, o trabalho estende o constructo de capacidade transacional ao nível do ecossistema, destacando assimetrias inerentes à forma como esses ambientes medeiam as interações comerciais. Em termos práticos, o estudo oferece subsídios estratégicos para gestores de ecossistemas e formuladores de políticas, identificando lacunas de coordenação e gargalos sistêmicos que devem ser superados para ampliar a integração entre os stakeholders e promover o desenvolvimento econômico.
Referências
Adner, R. (2006). Match your innovation strategy to your innovation ecosystem. Harvard Business Review, 84(4), 98–106.
Ahn, S., Kim, K.-S., & Lee, K.-H. (2022). Technological capabilities, entrepreneurship and innovation of technology-based start-ups: The resource-based view. Journal of Open Innovation: Technology, Market, and Complexity, 8(3), 156. https://doi.org/10.3390/joitmc8030156
Alves, A. C., Barbieux, D., Reichert, F. M., Tello-Gamarra, J., & Zawislak, P. A. (2017). Innovation and dynamic capabilities of the firm: Defining an assessment model. Revista de Administração de Empresas, 57(3), 232–244. https://doi.org/10.1590/S0034-759020170304
Audretsch, D. B., Belitski, M., Caiazza, R., & Siegel, D. (2023). Effects of open innovation in startups: Theory and evidence. Technological Forecasting and Social Change, 194, 122572. https://doi.org/10.1016/j.techfore.2022.122572
Bardin, L. (2016). Análise de conteúdo (3ª ed.). Edições 70.
Blank, S., & Dorf, B. (2012). The startup owner’s manual: The step-by-step guide for building a great company. K&S Ranch Publishing Division.
Associação Brasileira de Startups. (2022). Mapping of startups Brazil. https://abstartups.com.br/
Chesbrough, H. W. (2003). Open innovation: The new imperative for creating and profiting from technology. Harvard Business Press.
Dullius, A. C., & Schaeffer, P. R. (2016). Innovation capabilities in startups: Contributions to a growth trajectory. Revista Alcance, 23(1), 34–50. https://doi.org/10.14210/alcance.v23n1.p034-050
Etzkowitz, H., & Leydesdorff, L. (2000). The dynamics of innovation: From national systems and “Mode 2” to a Triple Helix of university–industry–government relations. Research Policy, 29(2), 109–123. https://doi.org/10.1016/S0048-7333(99)00055-4
Fukugawa, N. (2018). Is the impact of an incubator’s ability on incubation performance contingent on technologies and life cycle stages of startups? Evidence from Japan. International Entrepreneurship and Management Journal, 14(2), 457–478. https://doi.org/10.1007/s11365-017-0468-1
Gomes, L. A. V., Facin, A. L. F., Salerno, M. S., & Ikenami, R. K. (2018). Unpacking the innovation ecosystem construct: Evolution, gaps, and trends. Technological Forecasting and Social Change, 136, 30–48. https://doi.org/10.1016/j.techfore.2016.11.009
Granstrand, O., & Holgersson, M. (2020). Innovation ecosystems: A conceptual review and a new definition. Technovation, 90, 102098. https://doi.org/10.1016/j.technovation.2019.102098
Marcon, A., & Ribeiro, J. L. D. (2021). How do startups manage external resources in innovation ecosystems? A resource perspective of startups’ lifecycle. Technological Forecasting and Social Change, 171, 120965. https://doi.org/10.1016/j.techfore.2021.120965
Marcon, A., Ribeiro, J. L. D., Olteanu, Y., & Fichter, K. (2024). How the interplay between innovation ecosystems and market contingency factors impacts startup innovation. Technology in Society, 76, 102424. https://doi.org/10.1016/j.techsoc.2023.102424
Mendes França, M., & Amorim, D. A. (2023). The importance of accounting in startup companies. Management, Technology and Sciences, 12(39), 15–28.
Mercan, B., & Götka?, D. (2011). Components of innovation ecosystems: A cross-country study. International Research Journal of Finance and Economics, 76, 102–112.
Noelia, F. L., & Rosalia, D. C. (2020). A dynamic analysis of the role of entrepreneurial ecosystems in reducing innovation obstacles for startups. Journal of Business Venturing Insights, 14, e00192. https://doi.org/10.1016/j.jbvi.2020.e00192
Nogueira, V. S., & Oliveira, C. A. A. (2015). Causes of mortality among Brazilian startups. Caderno de Inovação e Empreendedorismo, 9(12), 26–33.
Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD). (2005). Oslo manual: Guidelines for collecting and interpreting innovation data (3rd ed.). Finep. http://www.finep.gov.br/images/a-finep/biblioteca/manual_de_oslo.pdf
Pimenta, E. G., & Lana, H. A. (2020). Startups, acceleration, incubation, and entrepreneurial ecosystem. Revista Vox, 11, 162–195.
Reichert, F., Camboim, G. F., & Zawislak, P. A. (2015). Innovation capabilities and trajectories of Brazilian companies. Revista de Administração Mackenzie, 16(5), 161–194. https://doi.org/10.1590/1678-69712015/administracao.v16n5p161-194
Schumpeter, J. A. (1982). A teoria do desenvolvimento econômico. Abril Cultural.
Secretaria da Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. (2022). Rio Grande do Sul é 1º em inovação no Brasil.
Shipilov, A., & Gawer, A. (2020). Integrating research on interorganizational networks and ecosystems. Academy of Management Annals, 14(1), 92–121. https://doi.org/10.5465/annals.2017.0094
Skala, A. (2019). The startup as a result of innovative entrepreneurship. In A. Skala (Ed.), Digital startups in transition economies: Challenges for management, entrepreneurship, and education (pp. 1–40). Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-030-01500-8_1
Teece, D. J. (1986). Profiting from technological innovation: Implications for integration, collaboration, licensing, and public policy. Research Policy, 15(6), 285–305. https://doi.org/10.1016/0048-7333(86)90027-2
Walrave, B., Talmar, M., Podoynitsyna, K. S., Romme, A. G. L., & Verbong, G. P. (2018). A multi-level perspective on innovation ecosystems for path-breaking innovation. Technological Forecasting and Social Change, 136, 103–113. https://doi.org/10.1016/j.techfore.2017.04.011
Williamson, O. E. (1993). Transaction cost economics and organization theory. Industrial and Corporate Change, 2(2), 107–156. https://doi.org/10.1093/icc/2.2.107
Zawislak, P. A., Alves, A. C., Tello-Gamarra, J., Barbieux, D., & Reichert, F. M. (2012). Innovation capability: From technology development to transaction capability. Journal of Technology Management & Innovation, 7(2), 14–27. https://doi.org/10.4067/S0718-27242012000200002
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista de Administração FACES Journal

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Declaro que o presente artigo é original, não tendo sido submetido à publicação em qualquer outro periódico nacional ou internacional, quer seja em parte ou em sua totalidade. Declaro, ainda, que uma vez publicado na Revista FACES, editada pela Universidade FUMEC, o mesmo jamais será submetido por mim ou por qualquer um dos demais co-autores a qualquer outro periódico. Através deste instrumento, em meu nome e em nome dos demais co-autores, porventura existentes, cedo os direitos autorais do referido artigo à Universidade Fumec e declaro estar ciente de que a não observância deste compromisso submeterá o infrator a sanções e penas previstas na Lei de Proteção de Direitos Autorias (Nº9609, de 19/02/98).

A Revista de Administração FACES Journal é licenciada sob Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.









