EDUCAÇÃO PERMANENTE PARA O DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS: AS PERCEPÇÕES DE TRABALHADORES DE UMA OPERADORA DE AUTOGESTÃO

Autores

Palavras-chave:

Saúde suplementar, Desenvolvimento profissional, Educação permanente, Aprendizagem significativa

Resumo

O planejamento estratégico institucional é fundamental para o desenvolvimento dos trabalhadores, porque orienta, de forma estruturada, quais competências precisam ser desenvolvidas para alcançar os resultados desejados. A educação permanente (EP), como ação de aprendizagem no trabalho, promove reflexão crítica e aquisição de competências, distinguindo-se da educação continuada por seu caráter processual e contextualizado. Esta pesquisa, realizada em uma operadora de saúde suplementar de Minas Gerais, teve como objetivo analisar a percepção dos trabalhadores quanto aos efeitos da EP no desenvolvimento profissional entre 2022 e 2023, com base na aprendizagem significativa. O método de pesquisa foi o estudo de caso com a técnica de entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdo. A amostra foi composta por 17 profissionais da saúde e dois gestores assistenciais. A pesquisa mostrou que os trabalhadores conhecem o Programa de Educação Permanente Institucional e reconhecem seu papel no aprimoramento profissional e na qualificação do cuidado. O Plano de Desenvolvimento Individual é valorizado, embora sua execução enfrente limitações, como carga de trabalho e falta de avaliação sistemática. A educação permanente foi percebida como transformadora, fortalecendo competências, segurança e humanização da assistência. Os participantes também sugeriram melhorias estruturais, tais como local protegido para as atividades de aprendizagem, favorecendo a atenção plena e organizacionais como o planejamento das atividades de trabalho, para viabilizar a realização das atividades de capacitação, a fim de ampliar a efetividade do Programa. Conclui-se que a educação permanente é uma ferramenta potente para qualificação do trabalho em saúde, centrada no protagonismo do trabalhador.

 

Biografia do Autor

Filomena Magda Fernandes Foureaux, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestrado Profissional em Gestão de Serviços de Saúde; Universidade Federal de Minas Gerais

Adriane Vieira, UFMG

Psicóloga e Mestre em Administração pela UFSC, e Doutora em Administração pela UFMG. É Professora Associada Nível 4 do Departamento de Gestão em Saúde da Escola de Enfermagem da UFMG, sub-chefe do Departamento de Gestão de Serviços de Saúde e vice-líder do Núcleo de Gestão em Saúde (NUGES). Foi responsável pela elaboração do projeto de criação e implementação do Mestrado Profissional em Gestão de Serviços de Saúde (MPGSS). Foi coordenadora do MPGSS no período 2017 a 2021. Foi coordenadora do Colegiado do Curso de Graduação em Gestão de Serviços de Saúde no período 2013 a 2015. Foi Coordenadora da Pós-Graduação Lato Sensu da FEAD, Coordenadora do Mestrado em Administração do Centro Universitário Novos Horizontes, Professora e pesquisadora da Fundação Dom Cabral, Professora da Faculdade Promove e Professora do Centro Universitário FUMEC. Tem experiência em docência nas seguintes disciplinas: Teorias da Administração; Gestão da Qualidade; Comportamento Humano nas Organizações; Gestão de Conflitos e Poder; Gestão de Pessoas; Métodos Qualitativos; Gestão por Competências; e Gestão de Equipes de Alta Performance. Desenvolve pesquisas com as seguintes temáticas: Planejamento, Organização e Gestão na Saúde; Gestão Estratégica de Pessoas e de Competências; Gestão da Qualidade e Inovação; Identidade e Gênero; Barreiras de Acesso e Acolhimento de Pessoas com Deficiência.

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19/08/2026

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Artigos