REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA
RELAÇÃO ENTRE ECONOMIA CIRCULAR E RESILIÊNCIA NO SETOR DE CONFECÇÕES
Mots-clés :
Economia Circular. Resiliência. Setor de ConfecçõesRésumé
A Economia Circular (EC) apresenta-se como um modelo econômico inovador que promove o desenvolvimento sustentável, atendendo às necessidades da sociedade atual e das futuras gerações. A resiliência pode ser compreendida como a capacidade que contribui para o desenvolvimento de práticas da EC, é portanto, vista como uma capacidade de adaptação das organizações ou sistemas para absorver e recuperar de choques, ao mesmo tempo que transformam as suas estruturas e meios de funcionamento face a tensões, mudanças e incertezas a longo prazo. Como objetivo, este artigo identifica, inicialmente os desafios, facilitadores e práticas de EC adotadas pelo setor, para em seguida compreender como a resiliência tem sido abordada para facilitar a adoção desse modelo de negócios no setor de confecções. Adotou-se o método de Revisão Sistemática da Literatura (RSL). As buscas foram realizadas nas bases Web of Science e Scopus, contemplando artigos publicados até janeiro de 2025. Após a aplicação de critérios de inclusão e exclusão, obteve-se uma amostra final de 52 artigos, analisados por meio de análise de conteúdo qualitativa, com abordagem dedutiva e indutiva. Os resultados indicam que o setor de confecções reconhece a relevância da EC, porém enfrenta desafios significativos, como altos custos de produção, limitações tecnológicas, barreiras culturais, baixa colaboração na cadeia de suprimentos e insuficiente conscientização dos consumidores. Por outro lado, destacam-se como facilitadores o uso de tecnologias digitais e inteligência artificial, a colaboração interorganizacional, o apoio institucional e a crescente pressão de consumidores por práticas sustentáveis. As práticas de EC mais recorrentes são aquelas associadas aos 3Rs (reduzir, reutilizar e reciclar), embora práticas mais avançadas, como remanufatura, design circular e modelos de negócios baseados em serviços, ainda sejam pouco exploradas. Quanto à resiliência, foram identificados fatores-chave como flexibilidade, tecnologia, colaboração, visibilidade, agilidade, gestão do conhecimento, capacidade financeira e adaptabilidade, sendo a tecnologia o fator mais recorrente e estratégico. O estudo contribui ao integrar os campos da EC e da resiliência, evidenciando que esta última deve ser compreendida como uma capacidade para a transição circular.
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