QUEM DEVE VIVER, QUEM PRECISA MORRER: A IMPORTÂNCIA SEMIÓTICA DAS NARRATIVAS DOS FILMES DE FICÇÃO CIENTÍFICA NA MANUTENÇÃO DA ORDEM SOCIOCULTURAL DOS GÊNEROS E DAS SEXUALIDADES

Autores

  • Edilson Brasil de Souza Júnior

Palavras-chave:

Cinema. Semiótica. Corpo. Gênero. Sexualidade.

Resumo

De acordo com Machado (2007, p. 204), “vemos e ouvimos no interior de uma moldura que filtra tudo aquilo que, [...] numa determinada época e lugar, conforma o estatuto da visibilidade e da audibilidade”. Com base no enunciado, buscou-se perceber, mediante a análise crítica das narrativas de alguns filmes de ficção, como essa “moldura” enquadra os personagens dentro de uma lógica heteronormativa, por meio da qual é disseminada uma série de discursos úteis na organização e propagação de “verdades” sobre os corpos, os gêneros e as sexualidades, em conformidade com o ideal binário de divisão dos sexos. Dessa maneira, analisou-se de que forma essas narrativas fílmicas constituem uma espécie de mecanismo/investimento simbólico responsável pela reprodução de aspectos característicos dos processos de inferiorização e hierarquização entre os gêneros e as sexualidades comuns nas sociedades contemporâneas.

Biografia do Autor

Edilson Brasil de Souza Júnior

Bacharel e Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Ceará. Doutorando em Comunicação, Cultura e Artes pela Universidade do Algarve, Portugal.

Downloads

Publicado

30/06/11