CHAMADA PARA ARTIGOS | Ano 2026 - Número 41 (jul-dez)
CHAMADA PARA ARTIGOS – REVISTA MEDIAÇÃO
Ano 2026 - Número 41 (jul-dez)
Data limite para envio de artigos: 15 de outubro de 2026
Publicação do dossiê: 30 de dezembro de 2026
TEMA DO DOSSIÊ
Comunicação e redes sociais digitais: plataformas, produções, interações e seus efeitos
Convidamos a comunidade acadêmica em Comunicação, Artes, Letras, Educação, Direito e áreas afins a enviar artigos para o número 41 da Revista Mediação, cujo dossiê temático versa sobre “Comunicação e redes sociais: plataformas, produções, interações e seus efeitos".
A relevância das redes sociais em ambientes digitais para a sociedade tem se mostrado cada vez maior, com impactos diretos na forma como as pessoas se comunicam, individual ou coletivamente. Nesse cenário, desenvolvem-se dinâmicas de interação e comportamento específicos frente à circulação de informações, opiniões e, notadamente, desinformação. Essas, ao mesmo tempo em que afetam a economia, os negócios e as profissões, têm impactos éticos, políticos e psicológicos, em uma implicação retroalimentada pelos fluxos que se estabelecem nas redes.
Este dossiê destina-se à investigação dos aspectos mencionados em articulação com questões presentes no campo da Comunicação e tangenciam áreas afins como Artes, Letras, Educação, Direito, Saúde, entre outras.
Diversas fontes demonstram que as redes sociais digitais deixaram de ser meros canais de comunicação e se transformaram em vastos laboratórios de dados, nos quais a psicologia, a política e as engenharias de software colidem para influenciar ativamente a cognição humana e a dinâmica social. Relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) e estudos acadêmicos associam o consumo de redes sociais, guiado por algoritmos, ao declínio do bem-estar, com exposição mais frequente a crimes digitais como o cyberbullying. Ao mesmo tempo, a forma como os algoritmos filtram a realidade e moldam o espaço público é uma das questões mais discutidas no campo da sociologia e da ciência política digital, criando-se realidades em que não se estabelece o contraditório, o que dificulta o consenso democrático e eleva o extremismo e a intolerância e, consequentemente, discursos de ódio.
O campo da comunicação corporativa e publicitária também se apoia em questões científicas para entender e prever o comportamento humano, sendo a relevância de um tema pautada por algoritmos e mineração de dados, baseando-se em estruturas em cuja interação do público e o big data forçam os veículos de comunicação tradicionais a abordarem determinados tópicos em um agendamento reverso.
Ainda, pesquisadores avaliam novos padrões comportamentais, como os "Mapas de Influência" e os "4S" (scrolling, streaming, searching, shopping), que mostram que a jornada de decisão humana não é mais linear e, ao mesmo tempo, no gerenciamento de crises de marca, aplica-se a análise de sentimento baseada em inteligência artificial (IA) e na modulação algorítmica, capaz de distinguir matematicamente se uma indignação on-line é fruto de consumidores reais insatisfeitos ou de um ataque artificial coordenado por bots.
Esses estudos demonstram que as redes sociais digitais deixaram de ser meros canais de comunicação e se transformaram em vastos laboratórios de dados, nos quais a psicologia, a política e as engenharias de software colidem para influenciar ativamente a cognição humana e a dinâmica social.
Este dossiê, intitulado “Comunicação e redes sociais digitais: plataformas, produções, interações e seus efeitos", recebe artigos resultantes de pesquisas concluídas ou em andamento, com reflexões teórico-metodológicas, práticas e/ou relatos de experiência articulados à investigação científica.
Apresentamos abaixo uma lista sugestiva de tópicos possíveis, mas não excludentes, para submissão à Revista Mediação.
Sugestão de tópicos a serem abordados:
- Interação e comportamento
- Engajamento e métricas
- Julgamento público e mobilização contra figuras públicas ou anônimas
- FOMO (Fear of Missing Out)
- Narcisismo digital
- Informação, opinião pública e desinformação
- Bolhas e câmaras de eco
- Polarização política
- Desintermediação
- Design das plataformas
- Verificação de fatos (Fact-Checking)
- Ascensão de influenciadores digitais
- Social Commerce
- Algoritmos e SEO Social
- Gestão de crises de imagem
- Saúde mental e autoimagem
- Comparação social
- Dormência digital e compulsão
- Privacidade e segurança de dados
- Limites éticos e legais
- Liberdade de expressão e o combate ao discurso de ódio
- Inteligência Artificial nas redes
Referências
HELLIWELL, J. F; LAYARD, R.; SACHS, J.D; DE NEVE, J.-E.; AKNIN, L.B.,; WANG, S. (Eds.). Relatório Mundial da Felicidade 2026. Oxford: Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, 2026. ISBN 979-8-2513794-7-1. Disponível em: https://www.worldhappiness.report/ed/2026/
MARTINS, Kennedy da Nóbrega; RODRIGUES, Alexandre Manuel Lopes. Democracia em rede: o papel dos algoritmos na liberdade de expressão e no pluralismo político. New Science, [S. l.], v. 6, n. 3, p. 384, 29 nov. 2024. DOI: 10.56238/arev6n3-384.
TENDÊNCIAS nas Redes Sociais em 2026 | Papo Social Media. Produção: mLabs. Apresentadores: Rafael Kiso e Marcio Silva. [S. l.]: YouTube, 5 jan. 2026. 1 vídeo (1 min 07 min 15 seg). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=egz0XoCFHVs.
COORDENAÇÃO DO DOSSIÊ
Mirna Tonus
Jornalista profissional, mestre em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), doutora em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com pós-doutorado em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professora do Mestrado Profissional Interdisciplinar em Tecnologias, Comunicação e Educação (PPGCE) e do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o qual coordena com mandato de dezembro de 2025 a 2027. Co-líder do Grupo de Pesquisa CPCiente - Interfaces em Comunicação Pública da Ciência, Tecnologias e Educação: políticas públicas, comunicação digital e métricas, divulgação científica.
Angela Maria Grossi
Jornalista, pesquisadora e professora da Universidade Estadual Paulista (UNESP), onde atua no curso de Jornalismo e no programa de pós-graduação em Mídia e Tecnologia (PPGMiT). É doutora em Ciência da Informação (Unesp) e Livre-Docente em Mídia e Informação (Unesp). É co-líder do grupo de pesquisa Laboratório de Estudos em Comunicação, Tecnologia, Educação e Criatividade (LECOTEC). Já coordenou o curso de Jornalismo, foi vice-chefe do departamento de Jornalismo e vice-coordenadora do programa de pós-graduação em Mídia e Tecnologia. Atualmente, é diretora da Rádio Unesp FM. Integra projetos institucionais como o Programa FAPESP Mídia e Ciência e o PROJOR. Atua em pesquisa e prática em jornalismo, políticas de informação, integridade informacional, desinformação e educação midiática.