DISPARIDADES REGIONAIS E EFICIÊNCIA DA GESTÃO EM SAÚDE
um estudo comparativo de municípios catarinenses por Análise Envoltória de Dados (DEA)
DOI:
https://doi.org/10.70493/cod31.v4i1.10826Palavras-chave:
eficiência em saúde, gestão pública municipal, atenção primária, desigualdades regionais, DEAResumo
Este estudo analisa a eficiência da gestão dos recursos públicos em saúde nos municípios da Associação dos Municípios do Alto Vale do Rio do Peixe (AMARP), em Santa Catarina, com ênfase nas desigualdades regionais que impactam os resultados em atenção primária. O objetivo foi mensurar e comparar o desempenho dos municípios na conversão de recursos em ações efetivas de saúde. O método empregado foi a Análise Envoltória de Dados (DEA), modelo BCC orientado a outputs, utilizando indicadores de nascidos vivos, mortalidade, imunização, consultas de pré-natal e óbitos evitáveis, referentes aos anos de 2022 a 2024. Os resultados mostraram que cerca de um terço dos municípios atingiu eficiência total, com destaque para Caçador, Fraiburgo e Videira, que apresentaram valores mais elevados de imunização e cobertura de pré-natal. Por outro lado, municípios como Ibiam, Arroio Trinta e Calmon exibiram baixos desempenhos nos indicadores preventivos, refletindo limitações estruturais e menor capacidade de gestão. A análise reforça que a eficiência depende menos do volume de recursos e mais da capacidade de convertê-los em ações preventivas, organização dos serviços e qualificação das equipes. Conclui-se que o fortalecimento da atenção primária, a ampliação das ações preventivas e estratégias de cooperação intermunicipal podem contribuir para elevar a eficiência técnica e reduzir desigualdades regionais, alinhando a gestão municipal às metas dos ODS 3 e 10.
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